quarta-feira, 1 de maio de 2013


Doce Sensação...

A distância permeia nosso contato,
Separando aquilo que deveria estar junto.
Nossos corpos, o encontro dos nossos lábios,
A doce sensação de estar.
Sua boca me chama;
Seu olhar me procura;
Seu toque me aquece;
Seu corpo me possui,
A doce sensação de ser.
Minha boca te chama;
Meu olhar te procura;
Meu toque te aquece;
Meu corpo te possui,
A doce sensação de ter.
A distância sucumbe ao desejo,
Que se contrapõe à nossa realidade e
Submerge à nossa vontade.
A doce sensação de permanecer.


                            Por Juliana Peixoto

segunda-feira, 29 de abril de 2013


A razão da solidão, sem razão

Os dias passam cada vez mais rápidos para a felicidade
Para a solidão eles são inacabáveis.

A tristeza absorve cada segundo do dia, 
Como se o dia não tivesse hora para acabar.
A imensidão do vazio transforma as horas,
A angustia toma conta do ser.
Dentro de tudo onde nada mais parece fazer sentido
Perto do fim onde nem começou,
Sinto o frio do vazio que me envolve
Da angústia que se alimenta da minha mente
A dor absorve a razão, que sem razão me abandonou
Que sem pensar me deixou e sem olhar não me perdoou
Sinto o frio da solidão, 
Dos caminhos que a nenhum lugar me levam
Das horas que me consomem entorpecendo minha mente.
Os minutos que me julgam, os segundos que me condenam
As horas são a minha pena
Os dias passam cada vez mais lentos
E eu continuo aqui pagando minha penitência.

Não pertenço à lugar nenhum

Não queria estar aqui
Não quero dizer não, nem mesmo sim.
Percebo que não pertenço a lugar algum
Não vou a nenhum lugar
Dentro de mim só a saudade fala
Na minha alma a nostalgia de nada.
Não pertenço a você
Não faço parte desse jogo
Lugar nenhum me mantém
Nada me conforta.
A lembrança da vaga ilusão de ser
Ser algo que não sou
Não deveria estar aqui
Não pertenço a lugar algum
Nada me consola
Enquanto você não volta.
Deveria ter ido
Não deveria ter ficado
Nada me prende
Nada me deixa partir
Nada me absorve
Nada me consome
Nada me comove
Não deveria sentir.
Sua falta me entorpece
Não pertenço à lugar algum
Não pertenço à nenhum lugar
Não pertenço a você.
Eu sinto
Não queria dizer não
Mas, não quero dizer sim.

Por Juliana Peixoto

terça-feira, 10 de abril de 2012

Grey's Anatomy 5ª temporada, último espisódio

‎"Você disse? Eu te amo?
Nunca quero viver sem você?
Você mudou a minha vida. Disse isso?
Faça um plano. 
Crie um objetivo, trabalhe em sua direção.
Mas, de vez em quando, olhe em volta.
Repare. Desfrute.
Porque isso é tudo que temos.
Amanhã tudo pode ter desaparecido."

sábado, 13 de novembro de 2010

Ausência

No silêncio é que te perco
No silêncio das palavras vazias,
não precisam ser ditas.
Pensamentos  não precisam ser revelados,
você não quer ouvir.
Sentir falta, a falta do algo que se quer existe,
o silêncio dos momentos não vividos
de sentimentos inexistentes
da vontade não presente
da presença tão ausente.
O tudo que não se precebe
que no fundo não é nada,
a felicidade perdida,
o nada tão presente
na ausência da sua presença.
Tão longe que nem ao menos percebe,
o silêncio que se encontra na ausência dos sentimentos presentes, 
dentro apenas de um lado existente,
que teme o que se quer existe,
procurando fugir de tudo que esta inexistência traz,
por trás disso tudo, da auseência tão presente,
de sentimentos inexistentes
do sabor decorrente de algo que nem ao menos se ver ou se sente,
é assim tão forte, tão presente,
o silêncio da expectativa presente,
em ao menos sentir o adeus!


                          Por: Juliana Peixoto

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SER PERNAMBUCANO É:

"Sermos acusados justamente de que somos os mais megalomaníacos dos brasileiros e de estarmos no topo de um tal de IGPM (Índice Geral de Pouca Modéstia).
Ter a mania de dizer que tudo daqui é melhor! (e não é mermo???)
Dizer de boca cheia que o Shopping Center Recife é o maior da América Latina;
Falar também que o Chevrolet Hall é a maior casa de show da América Latina;
Ter a maior avenida em linha reta do mundo - a Caxangá, no Recife;
Ter a maior feira ao ar livre do mundo a Feira de Caruaru;
Ter também o maior teatro ao ar livre do mundo – Nova Jerusalém, no município de Fazenda Nova, onde é encenado na Semana Santa o espetáculo A Paixão de Cristo.
Ter a mais antiga sinagoga da América Latina - fica no Bairro do Recife, situado na ilha de Santo Antônio ( Sem falar que foram judeus recém-saídos do Recife que migraram para os Estados Unidos e ali fundaram Nova York).
Estar convencido de que é aqui em Recife que os Rios Capibaribe e Beberibe se juntam e formam o Oceano Atlântico!!
Achar a Torre de Cristal do Brennand a obra de arte mais bonita do mundo;
Ter o maior paraíso do mundo e poder dizer com todas as letras: Fernando de Noronha é NOSSA!
Saber que Recife é um dos grandes pólos de informática e de medicina do Brasil;
Saber que O Galo da Madrugada é o maior bloco carnavalesco do mundo (conduz mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas do Recife), de acordo com o Livro dos Recordes;
Ter orgulho do nosso São João que é o maior e melhor do universo;
Ter O Diário de Pernambuco como o jornal mais antigo da América Latina;
Saber que a primeira emissora de rádio da América Latina é a Rádio Clube de Pernambuco, que tem como slogan ‘Pernambuco falando para o mundo ‘;
Dizer que Olinda é a Capital Cultural do Brasil;
Estudos da Fundação Getúlio Vargas, que apontam as características econômicas de cada região, mostram que somos mais eficientes no comércio (influência dos holandese e dos judeus?);
Passar um tempo fora, chegar na capital e cantar: ‘Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço…’ ;
Ah… Fazer a maior festa de forma bem calorosa, ao encontrar um conterrâneo em outro estado ou país;
Morar em outro estado ou país e não perder o sotaque pernambuquês;
É encher o peito pra cantar: ‘.. eu sou mameluco, sou de Casa Forte, sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte…’;
É ser original, alegre, receptivo e solidário. É você perguntar onde fica o local tal e ser bem orientado por qualquer pernambucano;
É valorizar a cultura popular, apreciar suas belas praias, é ser um cabra da peste!!!
É ser muito sortudo por nascer numa terra tão linda como essa.
E fazer qualquer coisa por um taquinho de rapadura e/ou queijo coalho quando reside fora de Pernambuco;
Se você reside fora do estado, é recomendar aos filhos que omitam o fato de serem Pernambucanos para não humilhar os colegas.
É se arrepiar com o nosso hino como se fosse o hino nacional, é usar nossa bandeira com todo orgulho, é saber a riqueza de nossa história…
Usar camiseta, boné, botton com a bandeira do estado (que aliás, é a mais linda do país);
Saber cantar o Hino de Pernambuco em todos os ritmos: forró, frevo, maracatu. Enfim… é amar a nossa terra e defendê-la acima de qualquer coisa!
Poder dançar um frevo em Olinda e se orgulhar em dizer que é nosso;
Encher os olhos d’àgua com aquele sorriso no rosto e até se tremer de emoção só de falar do carnaval de Olinda…
Saber distinguir entre o Maracatu do Baque Solto do Maracatu do Baque Virado;
Poder ir ao Teatro de Amadores de Pernambuco, assistir Um Sábado em Trinta!
Ir ao Recife antigo e pode constatar todo aquele patrimônio arquitetônico;
Acreditar que Recife é mesmo a ‘Veneza Brasileira’;

Amar as pontes e Rio Capibaribe do Recife;
E as praias de Pernambuco? Boa Viagem, Piedade, Candeias, Gaibu, Paraíso, Calhetas, Carneiros, Porto de Galinhas… afe, é muita praia bonitinha!!!
Jantar olhando para a lua incrivelmente cheia e linda nos bares e restaurantes na beira do rio Capibaribe ou da praia de Boa Viagem;
Achar que Recife seria melhor se os holandeses tivessem permanecido e admirar Maurício de Nassau mesmo sabendo pouco sobre ele;
É sabermos da nossa importância na construção da história desse país, da nossa identidade cultural. Do nosso passado fundiário, dos nossos engenhos de açúcar ;
Dar mais importância ao Campeonato Pernambucano de Futebol do que qualquer Campeonato Nacional,
pois futebol se restringe a rivalidades entre Náutico, Sport e Santa Cruz; Se você não sabe, pernambucano só torce por time de pernambuco;
Ir ao Alto da Sé em Olinda apenas para ver Recife ao longe e comer tapioca;
Ir prá Garanhuns, Triunfo, Gravatá… e se encher de casacos, luvas… independente do frio que esteja fazendo;
E em Petrolina, com seu aeroporto internacional, e as belas ilhas, e praias da água doce do rio São Francisco, e o bodódromo, e as maravilhosas frutas e degustar os vinhos lá produzidos…

e Jorge de Altinho: ‘e achava lindo quando a ponte levantava e o vapor passava no gostoso vai e vem, Petrolina!!!!…’

Ficar sempre dividido entre as belezas das Praias de Porto de Galinhas e de Calhetas;
Ouvir Alceu, Geraldo Azevedo, Chico Science, Luiz Gonzaga, Lenine e outros tantos e poder dizer ‘São meus conterrâneos’ ;

Achar que José Pimentel é a cara do Cristo
;
Ir pra o teatro assistir ‘Cinderela’ com Jason Wallace
e se identificar com o sotaque e as gírias usadas no espetáculo;
Freqüentar a praia de Boa Viagem em frente ao Acaiaca;
Tomar um banho no mar de Boa Viagem mesmo com placas de advertência de tubarão em todos os lugares;
E ir à Praia de Boa Viagem e tomar um ‘Caldinho Ele e Ela’ p/ curar ressaca, gripe e dor de corno;
Adorar bolo-de-rolo e suco de pitanga;

Saber a delícia que é um bolo de bacia com caldo de cana;

Correr no Parque da Jaqueira e depois se empanturrar de caldo de cana na saída;
Tomar um caldo de cana no centro da cidade
Tomar café da manhã (macaxeira com charque) no Mercado da Madalena depois da noitada;
Nunca usar artigo na frente de nome proprio:
nada de A Maria, ou O Recife….
Saber o significado das palavras ‘pirangueiro’, ‘pantim’, ‘mangar’, ‘oitão’, ‘atacar’ (abotoar), ‘lascou’ ‘pitoco’. . .
Chamar Paínho e Maínha p/ visitar Voínho e Voínha;

Falar visse no final de cada frase;
Dizer: ‘É rocha !’ , ‘É porque não dá mermo’, ‘Di cum força’, ‘digaí’, ‘ta ligado!?’, ‘oxente’ ‘e pronto…’ entre outras…
Defender o frevo, mas não fazer um passo sequer (apenas ‘dançar com os dedos’);
Amar as pontes do Recife sem conhecer o nome de uma apenas;
Preferir botecos a fast-food;

Gostar de qualquer música que fale de sertão, mangue, etc.;

Gostar de comer caranguejo;

Ter orgulho de dizer que o sonho de todo cearense ou de todo baiano é ser pernambucano;

Conhecer a história de Biu do Olho Verde e da Perna Cabeluda;
Só quem é PERNAMBUCANO entende!…
Botão de som é pitôco;
Se é muito miúdo é pixotinho;
Se for resto é cotôco;
Tudo que é bom é massa ;
Tudo que é ruim é peba;
Rir dos outros é mangar;
Ficar cheio de não me toque, frescura é pantim;
Já faltar aula é gazear;
Colar na prova é filar;
Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;
O bobo se chama leso;
E o medroso se chama frouxo;
Tá com raiva é invocado;
Vai sair, diz vou chegar;
‘Caba’ (homem) , sem dinheiro é liso;
A moça nova é boyzinha;
Pernilongo é muriçoca;
Chicote se chama açoite;
Quem entra sem licença emburaca;
Sinal de espanto é ‘vôte’;
Tá de fogo, tá bicado;
Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
Quem tem sorte é cagado;
Pedaço de pedra é xêxo;
Quem não paga é xexêro;
O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro;
Quem dá furo (não cumpre o prometido ou compromisso) é fulero;
Gente insistente é pegajosa;
Catinga de suor é inhaca;
Mancha de pancada é roncha;
Briga pequena é arenga;
Performance ou atitude de palhaço é munganga;
Corrente com pingente é trancilim;
Pão bengala é tabica;
Desarrumado é malamanhado;
Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
‘É mesmo’ é ‘Iapôis’;
Borracha de dinheiro é liga;
Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
Fofoca é fuxico;
Estouro aqui se chama pipôco;
Confusão é rolo.
É assim que acontece, visse?


Copiei de um outro Blog esse texto que recebi há alguns anos de uma amiga por e-mail....

Oxi, ser Pernambucano é bom d+ da gota!!!!! 

domingo, 7 de novembro de 2010

Entre eu e você

De dentro para fora, é mais difícil transparecer
quase impossível dizer as palavras corretas,
mas que palavras seriam essas?
O som da tua voz, cada palavra dita, cada frase concluída
não se arproxima de mim, não se afasta do tempo.
Há muito você foi embora e o nada restou.
Dentro de mim, de dentro para fora é mais difícil esconder.
Não encontro o caminho para chegar à você
Não encontro as palavras que você espera que eu fale
Estou perdida no meio de você e de mim.
É mais fácil esconder de fora para dentro
e na imensurável razão de não te esquecer
esquecer todos os dias de te querer, de te dizer
de encontrar o caminho perdido entre eu e você
De fora para dentro é mais fácil conter
me segurar longe de tudo o que poderia ser
pensar sobre você e o meio de tudo isso
não se absorve, nem se encaixa,
não se coloca de lado.
Machuca, dói.
De fora para dentro é mais doloroso,
contém muito pouco ou quase nada do que era para ser
Caminhando perdida entre mim e você, não chego a lugar nenhum
não volto de lugar algum, me encontro congelada a tudo isso
e não encontro a saída, o ponto de ligação no meio de mim e você.

                                                                        Por:   Juliana Peixoto